GEREON GIRGERT

JOVENS ENGENHEIROS

"A maior vantagem é que, ao saber como as pessoas desempenham essencialmente as mesmas tarefas em diferentes países e em diferentes tipos de empresas, podemos todos aprender uns com os outros."

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GEREON GIRGERT

Gereon teve a oportunidade de viajar para a empresa de produtos em Qingdao, China, durante o Programa de Pós-Graduação FLEX, que terminou em janeiro de 2020. O seu principal objetivo era ajudar a qualificar uma válvula de admissão para a GHS (OiS), que fazia parte de um projeto CC7 (redução de custos). No entanto, o seu trabalho também incluía ver como as pessoas em Qingdao trabalhavam, a fim de trazer algumas ideias para Colónia. Em fevereiro, irá juntar-se à equipa de marketing da Atlas Copco durante cinco meses, como parte de seu programa de pós-graduação.  

  • Idade:26
  • Licenciado em Engenharia Mecatrónica pela Universidade de Ciências Aplicadas de Koblenz (tese de licenciatura em cooperação com as forças armadas alemãs); 
  • Mestrado em Engenharia Mecânica, Desenvolvimento de Produtos da TH Köln (tese de mestrado em cooperação com uma empresa de automação: montagem automotiva)
  • Ocupação:Programa de Pós-Graduação FLEX desde março de 2019

Por que decidiu estudar engenharia?

Decidi estudar engenharia devido ao meu interesse por assuntos técnicos e ao meu fascínio por conquistas tecnológicas e como a tecnologia pode ajudar a melhorar a vida das pessoas. Também estava interessado porque a área de engenharia oferece fortes perspetivas profissionais e segurança no trabalho.

Quais são as principais competências necessárias para ser um engenheiro?

Depende do que se quer fazer. Uma carreira especializada requer um nível extremamente alto de compreensão da tecnologia para encontrar soluções para problemas técnicos. O conhecimento de nível especializado em disciplinas individuais também é útil. Os gestores de projeto e a administração superior precisam de ter a capacidade de se adaptar rapidamente à forma de pensar de diversas disciplinas, bem como compreendê-las. Também é importante saber motivar pessoas, ter boas competências interpessoais e um amplo conhecimento da natureza humana.
O meu percurso em Qingdao, na China, terminou em dezembro. O meu principal objetivo era ajudar na qualificação de uma válvula de admissão para a GHS (OIS) que fazia parte de um projeto CC7 (redução de custos). No entanto, uma das minhas responsabilidades também era ver como as pessoas em Qingdao trabalham para trazer algumas ideias de volta para Colónia.
Agora, estou de volta ao departamento de engenharia com o programa Core Combination. Vou juntar-me à equipa de marketing da Atlas Copco em fevereiro, durante cinco meses, como parte do meu programa de pós-graduação. Fiquei ciente desta oportunidade por meio de uma conversa com Andries Desiron durante minha estadia na China.

Estamos no início de 2020 – existem objetivos específicos para este ano? Quais são as suas prioridades?

O meu objetivo principal para o primeiro semestre do ano será integrar a equipa de marketing da Atlas Copco. Como engenheiro, durante meu tempo no programa Core Combination, já tive experiência com a gestão de produtos, uma competência importante para determinar como um produto é visto da perspetiva do marketing e para transformar essas informações em algo viável. Durante esse período, gostaria de aprofundar os meus conhecimentos sobre engenharia focada no cliente. Como pensam os clientes? As ideias de engenharia são comercializáveis? Além disso, gostaria de entender a ponte entre os centros de atendimento ao cliente e os centros de produtos. Durante a minha experiência, até agora, desenvolvi uma impressão muito boa das empresas transformadoras. Mas como funcionam os centros de atendimento ao cliente e como é que a comunicação dos clientes é transmitida das vendas ao marketing e à engenharia? Como graduado, tenho uma oportunidade especial de realmente entender o panorama geral de como uma empresa funciona.

Cada marca e departamento tem uma cultura enraizada. Qual é a sua experiência agora depois de trabalhar na Leybold e na Edwards PC? O que espera ganhar ao trabalhar como parte da jovem equipa da Atlas Copco Vacuum?

Foi muito importante perceber quais eram as diferenças. Até agora, só estava familiarizado com a cultura Leybold, que é muito impulsionada por ideologias alemãs: perfeccionismo e produtos técnicos de excelência. É nisto que consistem as maiores exportações da Alemanha e a razão pela qual o país é considerado "de classe mundial" em engenharia. Por outro lado, acabei por conhecer a cultura da China, onde o foco está na velocidade de desenvolvimento e na agilidade. Foi impressionante ver a rapidez de comunicação com os fornecedores. Além disso, existe o espírito da Atlas Copco, que procura combinar o melhor do perfeccionismo e agilidade, o que nem sempre é uma tarefa fácil. É por isso que é importante enviar pessoas para diferentes países e culturas para compreender os seus vários comportamentos. As diferenças em relação à cultura Edwards são relativas à organização (organograma) diferente e a outras ferramentas de software.
Trabalhar como parte de uma equipa jovem significa que tenho a oportunidade de promover a inovação, pois os jovens muitas vezes têm ideias "loucas" que podem dar origem a produtos e/ou estratégias realmente bons. Acho que a Atlas Copco tem a capacidade de oferecer a oportunidade de não só ter uma ideia, mas também de traduzir essa ideia num produto.

Mudar de departamentos faz parte do trabalho. Do que mais gosta nesta mudança?

A melhor parte da troca de departamentos é conhecer pessoas novas e aprender sobre as respetivas funções e responsabilidades. É muito bom ter a oportunidade de estabelecer uma rede forte. É sempre mais fácil trabalhar com as pessoas no futuro quando já as conhecemos por termos trabalhado com elas no passado.

Há algo que queira dizer às pessoas sobre os prós e contras de trabalhar em diferentes marcas e países?

A maior vantagens é que, se souber como as pessoas desempenham as mesmas tarefas em diferentes países e em diferentes tipos de empresas, podem aprender uns com os outros. Pode partilhar com elas como faz um determinado tipo de trabalho e perceber qual é a melhor abordagem. Como nos ensina a "bíblia da Atlas Copco", há sempre uma forma melhor de fazer as coisas e podemos encontrar inspiração no nosso próprio grupo. Um dos contras é que, se tiver uma rede descentralizada, não é fácil alinhar toda a gente quanto ao que fazer e à maneira de o fazer. Por isso, neste caso, é ainda mais importante estar familiarizado com diferentes países e empresas, para não acabar numa grande confusão!